"Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem, lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpaaaaaaa." Renato Russo
Nunca entendi a parte do poço!!!
Mas a parte sobre disciplina é clara para mim! Não estou conseguindo me disciplinar, nem dedicar um tempo para os "encontros comigo mesma"! Me sinto presa, sem coragem para ir a qualquer lugar...
Todas as manhãs encontro com o Ricardo (boneco) que me olha com seu silêncio avassalador...
Parece que ele diz - E aí, é pra quando?!!!!
Este blog é uma espécie de "diário de bordo", uma forma de registrar e compartilhar um pouco do trabalho que venho desenvolvendo na busca da minha palhaça.
Espero que os leitores curtam cada depoimento, pois é sempre um relato sincero do que acontece, do que penso e sinto durante todo esse processo de "encontro comigo mesma"!!!
sexta-feira, 25 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
NOSSA.... (quase - credo!!!!)
Ontem fiz uma apresentação para o EJA...
Bom, como posso definir... ABSURDO, OVER, EXTRAPOLANTE, EXTREMAMENTE EXAGERADO, ESCATOLÓGICO, DEBOCHADO, APELATIVO................................
INTENSO - é um boa definição!!! Como explicar esse intenso?!
Foi um intenso diferente do que eu já tinha experimentado! Como se eu tivesse encontrado uma outra via para o meu jogo. Uma via que não sei se gosto - com certeza não desgosto, mas ela ainda me causa espanto e estranhamento, pelo caráter escatológico e um tanto apelativo que se esboçou.
Bem, na verdade não se esboçou, ficou escancarado!
Quanto mais o público ria, mais louco e desvairado ficava o jogo.
DESVAIRADO essa é a palavra!!!!
Agora é o momento de refletir sobre o que aconteceu e ver o que fica disso tudo!
Além disso ficou claro que a primeira parte do espetáculo precisa ser revisto seriamente.
Nem eu aguento mais!
O Ricardo roubou a cena, ou eu invisto nisso, ou estarei perdendo para um boneco!(hahahahhaha)
Ontem uma colega disse algo que eu adorei - "Quando o Ricardo entra em cena se cria uma suspensão! A gente nunca sabe o que vai acontecer com o boneco!"
De fato, o boneco é uma novidade e tudo o que faço com ele se torna surpreendente!
Não vou eliminar a primeira parte, até porque faz parte do desenvolvimento do espetáculo. A primeira parte mais lenta e monótona acentua a segunda mais vibrante.
Resolvi, então, cortar o número do "fio dental", pelo menos até que ele fique melhor e eu acredite nele! Se mantém a "pasta de dente", "o laquê" e "a carta". Esta última necessitanto de um cuidado maior!
Agora é investir nas coreografias e nas cenas com o excelentíssimo Ricardo!
Muito obrigada alunos do EJA do CAp, vocês foram incríveis!
Beijos
Bom, como posso definir... ABSURDO, OVER, EXTRAPOLANTE, EXTREMAMENTE EXAGERADO, ESCATOLÓGICO, DEBOCHADO, APELATIVO................................
INTENSO - é um boa definição!!! Como explicar esse intenso?!
Foi um intenso diferente do que eu já tinha experimentado! Como se eu tivesse encontrado uma outra via para o meu jogo. Uma via que não sei se gosto - com certeza não desgosto, mas ela ainda me causa espanto e estranhamento, pelo caráter escatológico e um tanto apelativo que se esboçou.
Bem, na verdade não se esboçou, ficou escancarado!
Quanto mais o público ria, mais louco e desvairado ficava o jogo.
DESVAIRADO essa é a palavra!!!!
Agora é o momento de refletir sobre o que aconteceu e ver o que fica disso tudo!
Além disso ficou claro que a primeira parte do espetáculo precisa ser revisto seriamente.
Nem eu aguento mais!
O Ricardo roubou a cena, ou eu invisto nisso, ou estarei perdendo para um boneco!(hahahahhaha)
Ontem uma colega disse algo que eu adorei - "Quando o Ricardo entra em cena se cria uma suspensão! A gente nunca sabe o que vai acontecer com o boneco!"
De fato, o boneco é uma novidade e tudo o que faço com ele se torna surpreendente!
Não vou eliminar a primeira parte, até porque faz parte do desenvolvimento do espetáculo. A primeira parte mais lenta e monótona acentua a segunda mais vibrante.
Resolvi, então, cortar o número do "fio dental", pelo menos até que ele fique melhor e eu acredite nele! Se mantém a "pasta de dente", "o laquê" e "a carta". Esta última necessitanto de um cuidado maior!
Agora é investir nas coreografias e nas cenas com o excelentíssimo Ricardo!
Muito obrigada alunos do EJA do CAp, vocês foram incríveis!
Beijos
sábado, 12 de março de 2011
Encarando os fatos
Minha sistemática de trabalho tem sido essa: ensaio, apresento, ouço comentários, críticas e sugestões. Analiso tudo e misturo com meus sentimentos e reflexões a respeito dos resultados da apresentação.
Acrescento um punhado de afeto, três medidas de auto-critica ácida, mais um tantico de benevolência "comigo mesma" e pronto - retorno à panela - ops - ao ensaio!
Ainda estou sem direção, então mantenho a receita!
Mas em abril tudo vai mudar!!!!!
Enquanto isso (na sala de justiça)....
O comentário que mais mexeu comigo, a respeito da última apresentação, foi que, o momento inicial (aquele que estou sozinha, sem a presença do meu colega Ricardo) é um pouco lento e sem graça.
Primeiro pensei: nem tudo tem que ter graça! É preciso um momento mais lento para depois construir outros mais intensos, curva dramática!!!! Vou tirar o Ricardo do espetáculo! (brincadeirinha!!!)
Mas vamos encarando os fatos (é a porção de 3 medidas de auto-crítica ácida) - sim, realmente o momento inicial está lento e desinteressante! Sinto o mesmo durante o jogo!
E a culpa não está somente no fato de eu não ter ensaiado o suficiente antes.
Algumas vezes já foi interessante!
A qualidade da primeira parte oscila, entre dias em que tudo funciona e outros em que quero sair correndo!!!!
Eu aqui pensando (cá com meus botões) imagino algumas razões disso: insegurança e não acreditar.
Na primeira parte do espetáculo não tenho o Ricardo para apoiar o jogo e, nem sempre, acredito no que estou fazendo. Pronto! É o suficiente para abatumar!!!!
Não que os números sejam desinteressantes (ok, alguns ainda são muito chatos - ainda! a direção está chegando!!!), mas a maneira como conduzo as ações, por vezes, leva à falta de ritmo e graça!
Lembrei do queridíssimo professor Ricardo Pucceti que, na oficina, durante uma apresentação minha, falou que eu havia perdido o tempo do jogo, porque estava arrastando demais!
Pensei em começar a desenvolver mais ações na segunda parte e cortar bastante a primera.
Entretanto, todavia e contudo considero a primeira parte importante porque ela introduz as primeiras relações com a platéia, estabelece o jogo e revela quem é essa palhaça que espera por um companheiro.
Seguindo a sequencia de pensamento a questão que se impõe é - devo investir muito nessa primeira parte para que ela se torne eficiente e POTENTE - palavra que minha futura diretora usa para definir como deve ser o jogo do palhaço e que eu, a d o r e i!
Então além dos números que envolvem a participação do meu brilhante colega de cena, preciso investir em tudo que envolve a primeira parte... Em summa: retomar tudo!!!! Socorro LU!!!!!!
Acho que é isso!
Segunda ensaio e a noite apresento para o EJA da escola onde trabalho!
Adoro apresentar para grupos de EJA!
Beijos
Acrescento um punhado de afeto, três medidas de auto-critica ácida, mais um tantico de benevolência "comigo mesma" e pronto - retorno à panela - ops - ao ensaio!
Ainda estou sem direção, então mantenho a receita!
Mas em abril tudo vai mudar!!!!!
Enquanto isso (na sala de justiça)....
O comentário que mais mexeu comigo, a respeito da última apresentação, foi que, o momento inicial (aquele que estou sozinha, sem a presença do meu colega Ricardo) é um pouco lento e sem graça.
Primeiro pensei: nem tudo tem que ter graça! É preciso um momento mais lento para depois construir outros mais intensos, curva dramática!!!! Vou tirar o Ricardo do espetáculo! (brincadeirinha!!!)
Mas vamos encarando os fatos (é a porção de 3 medidas de auto-crítica ácida) - sim, realmente o momento inicial está lento e desinteressante! Sinto o mesmo durante o jogo!
E a culpa não está somente no fato de eu não ter ensaiado o suficiente antes.
Algumas vezes já foi interessante!
A qualidade da primeira parte oscila, entre dias em que tudo funciona e outros em que quero sair correndo!!!!
Eu aqui pensando (cá com meus botões) imagino algumas razões disso: insegurança e não acreditar.
Na primeira parte do espetáculo não tenho o Ricardo para apoiar o jogo e, nem sempre, acredito no que estou fazendo. Pronto! É o suficiente para abatumar!!!!
Não que os números sejam desinteressantes (ok, alguns ainda são muito chatos - ainda! a direção está chegando!!!), mas a maneira como conduzo as ações, por vezes, leva à falta de ritmo e graça!
Lembrei do queridíssimo professor Ricardo Pucceti que, na oficina, durante uma apresentação minha, falou que eu havia perdido o tempo do jogo, porque estava arrastando demais!
Pensei em começar a desenvolver mais ações na segunda parte e cortar bastante a primera.
Entretanto, todavia e contudo considero a primeira parte importante porque ela introduz as primeiras relações com a platéia, estabelece o jogo e revela quem é essa palhaça que espera por um companheiro.
Seguindo a sequencia de pensamento a questão que se impõe é - devo investir muito nessa primeira parte para que ela se torne eficiente e POTENTE - palavra que minha futura diretora usa para definir como deve ser o jogo do palhaço e que eu, a d o r e i!
Então além dos números que envolvem a participação do meu brilhante colega de cena, preciso investir em tudo que envolve a primeira parte... Em summa: retomar tudo!!!! Socorro LU!!!!!!
Acho que é isso!
Segunda ensaio e a noite apresento para o EJA da escola onde trabalho!
Adoro apresentar para grupos de EJA!
Beijos
terça-feira, 1 de março de 2011
mais...
Fui convidada para mostrar meu trabalho para um grupo de EJA.
Adivinhem?
Aceitei!!!!
Dia 14 de março as 20:00 no Colégio de Aplicação.
Espero entrar em sala e ter um bom "encontro comigo mesma"!!!!
Meu foco atual serão dois momentos:
1. Volare
2. Quero te dar
Se possível uma retomada do Fio Dental!
Vamos que vamos!
Beijos
Adivinhem?
Aceitei!!!!
Dia 14 de março as 20:00 no Colégio de Aplicação.
Espero entrar em sala e ter um bom "encontro comigo mesma"!!!!
Meu foco atual serão dois momentos:
1. Volare
2. Quero te dar
Se possível uma retomada do Fio Dental!
Vamos que vamos!
Beijos
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Para simplificar e nunca esquecer
Sentir
Compartilhar
Jogar
Cuidar dos detalhes
Relaxar
Respirar
porque é preciso ser significativo para o público e para mim
porque quero, por um momento, suspender a respiração
Compartilhar
Jogar
Cuidar dos detalhes
Relaxar
Respirar
porque é preciso ser significativo para o público e para mim
porque quero, por um momento, suspender a respiração
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Palavra certa
Agora cedo fui reler meu relato (sempre deixo alguns erros ortográficos e gramaticais de doer) e aproveitei para pensar novamente sobre o estado que me encontrei no final da apresentação - exausta, moída, acabada, vazia!
E que ainda reverbera hoje na minha exaustão física!
SEM CONTROLE - foi a expressão que usei para definir a energia de cena.
Uma energia que necesita de um preparo físico e mental que vai além da preparação corporal com exercícios e que requer trabalho de jogo teatral constante (inclusive nas férias!!!).
Pensando, pensando, pensando, cheguei nas palavras ESPONTANEIDADE e IMPULSO!
A energia de cena é plena porque é espontânea, porque parte de um impulso interior que te move como um todo para responder ao jogo e por isso, aparentemente não controlamos. Melhor, não há um controle do pensamento sobre a dimensão dessa energia, dessa ação.
Não há um pensamento, como se fosse um olhar exterior que coordene, que controle o nível energético da ação. Corpo, mente e emoção estão envolvidos na cena. (acho que estou me repetindo!)
Por isso o desgaste!
Sim, sim salabim - eu sei que Stanislavski, Grotowski e todos os grandes teóricos e fazedores de teatro que já escreveram sobre o trabalho do ator falam muito bem sobre esse assunto: sobre uma segunda natureza que te permite agir (física e mentalmente) em cena, sobre um corpo extracotidiano que também te coloca energética e fisicamente de uma outra forma em cena...
E até mesmo Viola Spolin (muitas vezes ignorada) fala sobre a espontaneidade e a qualidade de colocar o indivíduo inteiro no momento da ação.
Eu não descobri o ovo nem a galinha, mas com certeza experimentei um boa gemada! (ui, trocadilho infame mas irresistível)
A questão deste momento é que fiquei impressionada com o desgaste energético e físico após a apresentação, justamente por não ter mantido o trabalho sistemático de ator durante as férias, me contentado com alongamentos e caminhadas.
Tenho que reavaliar minhas futuras férias, ou meus novos retornos a cena sem o preparo adequado!!! (eu sabia que o retorno à cena sem o devido preparo acarretaria um ônus)
Pensando bem, sempre saio após ensaios, oficinas e apresentações com aquela sensação de vazio, melhor, de esvaziamento! Provavelmente porque me entrego para o trabalho, porque caio de cabeça, sem medida.
A não ser que eu não acredite no que estou fazendo, daí até faço "de conta"!!!!!!
Pensando, pensando e pensando mais, o desgaste do ator é sempre grande, mesmo com um preparo e trabalho sistemático, entretanto, contudo, todavia no retorno das férias é impressionante!!!!!
Beijos
E que ainda reverbera hoje na minha exaustão física!
SEM CONTROLE - foi a expressão que usei para definir a energia de cena.
Uma energia que necesita de um preparo físico e mental que vai além da preparação corporal com exercícios e que requer trabalho de jogo teatral constante (inclusive nas férias!!!).
Pensando, pensando, pensando, cheguei nas palavras ESPONTANEIDADE e IMPULSO!
A energia de cena é plena porque é espontânea, porque parte de um impulso interior que te move como um todo para responder ao jogo e por isso, aparentemente não controlamos. Melhor, não há um controle do pensamento sobre a dimensão dessa energia, dessa ação.
Não há um pensamento, como se fosse um olhar exterior que coordene, que controle o nível energético da ação. Corpo, mente e emoção estão envolvidos na cena. (acho que estou me repetindo!)
Por isso o desgaste!
Sim, sim salabim - eu sei que Stanislavski, Grotowski e todos os grandes teóricos e fazedores de teatro que já escreveram sobre o trabalho do ator falam muito bem sobre esse assunto: sobre uma segunda natureza que te permite agir (física e mentalmente) em cena, sobre um corpo extracotidiano que também te coloca energética e fisicamente de uma outra forma em cena...
E até mesmo Viola Spolin (muitas vezes ignorada) fala sobre a espontaneidade e a qualidade de colocar o indivíduo inteiro no momento da ação.
Eu não descobri o ovo nem a galinha, mas com certeza experimentei um boa gemada! (ui, trocadilho infame mas irresistível)
A questão deste momento é que fiquei impressionada com o desgaste energético e físico após a apresentação, justamente por não ter mantido o trabalho sistemático de ator durante as férias, me contentado com alongamentos e caminhadas.
Tenho que reavaliar minhas futuras férias, ou meus novos retornos a cena sem o preparo adequado!!! (eu sabia que o retorno à cena sem o devido preparo acarretaria um ônus)
Pensando bem, sempre saio após ensaios, oficinas e apresentações com aquela sensação de vazio, melhor, de esvaziamento! Provavelmente porque me entrego para o trabalho, porque caio de cabeça, sem medida.
A não ser que eu não acredite no que estou fazendo, daí até faço "de conta"!!!!!!
Pensando, pensando e pensando mais, o desgaste do ator é sempre grande, mesmo com um preparo e trabalho sistemático, entretanto, contudo, todavia no retorno das férias é impressionante!!!!!
Beijos
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Relato
Agora pretendo fazer um relato real do que aconteceu hoje, na apresentação pós férias e sem ensaios!
Eu e o super Pablo (meu produtor) chegamos bem cedo na escola onde seria a apresentação.
Escola essa que trabalho como profe de teatro e onde iniciei todo meu processo de construção do AMOSTRA GRÁTIS.
Então, me apresentei num local conhecido para conhecidos - meus colegas de trabalho - como parte da programação para os professores no retorno às aulas.
Após essas pequenas considerações, para colocar o leitor a par da situação, segue o relato e análise dos acontecimentos!
Montamos o espaço (cenário, luz - 5 spots - som, etc) e quando eu vi já tínhamos pouco tempo!
Era necessário no mínimo repassar todo o material.
Repassei o material!
Rítmo lento.
Detalhes esquecidos.
Jogo...é algumas vezes consegui entrar no jogo indo além daquilo que eu podia reproduzir! Deu até para encontrar algumas "coisinhas" novas!
Terminada a passada já ouvíamos as pessoas na porta.
Deitei e comecei.
Ui - início difícil...algumas pessoas pareciam acanhadas, outras ressabiadas e, outras tantas, com aqueles olhinhos de "vai Ana"!!!! Me agarrei nessas!!!
Quem viu garante que se divertiu!
O Pablo e a Carmem (minha colega de trabalho e também profe de teatro) que já viram e reviram, disseram que foi um dos melhores experimentos junto ao público.
O que eu senti?
Pois é, senti que foi legal, acho que foi uma boa apresentação (tendo em vista a falta de ensaio), entretanto, todavia e contudo não tive aquele sentimento de INTEIREZA, pelo menos não o tempo todo! (eu sou exigente!)
Sabe aquele sentimento que já falei?
De estar tomada pelo jogo?
Pois é, não senti...Melhor, senti algumas vezes, oscilei entre uma entrega total e momentos de auto-crítica e, por vezes, ficava a espera do riso para validar minhas ações. Escrevendo agora, percebo que foi um "mix-remember" das situações vividas no ano passado, mas numa dimensão menor e com alguns instrumentos para buscar reverter os problemas!
Então em resumo: foi uma boa apresentação, apesar de não estar me sentindo plena, apesar da minha mente policiar algumas ações.
Antes de finalizar este relatu cru e cruel quero poder escrever sobre algo que me ocorreu depois da apresentação, quando comecei a refletir sobre tudo que lembro e que senti.
Durante as férias nunca deixei de me exercitar, fazendo alongamentos e caminhadas para manter a flexibilidade e resistência.
Achei que esse tipo de exercício seria suficiente para me manter em dia fisicamente para o trabalho.
A questão que se impõe é que o trabalho artístico requer uma resistência física que vai além das condições corporais. É preciso manter de fato um trabalho artístico que integra corpo e mente em situações de jogo cênico.
Porque?
O que me ocorre como resposta é o seguinte: quando se está em situação de representação a carga energética não é controlada como num exercício físico aeróbico, de alongamento ou outro. Eu sabia disso, mas não sabia da dimensão para o retorno a cena.
Vou tentar esclarecer melhor! Quando se está em estado de representação, existe uma energia totalmente disponível para aquela ação e que varia de intensidade conforme o jogo.
Não é uma energia que se possa diminuir, no momento da ação cênica, para descansar, porque se está inteiro naquela ação, de forma plena, integrada em todos os níveis - físico, mental, emocional e energético.
Ação e reação nos mais diversos níveis!
É uma energia que não se controla, mas que também, não é descontrolada, no sentido de não poder conter ou expandir quando se quer.
É uma energia que apesar de "descontrolada", é totalmente consciente, respondendo aos mais diferentes estímulos do jogo!
Talvez as palavras controlada e descontrolada não sejam as melhores para descrever a energia do jogo de cena, mas é o que consigo no momento!
Preciso pensar mais sobre isso...
No final da apresentação saí exausta, vazia, dolorida, como se um caminhão tivesse passado sobre mim.
Foi muito além do desgaste físico!
Foi além da repetição com certeza!
E agora percebo que a apresentação de hoje foi plena, no que se refere ao meu estado de disponibilidade e entrega, mesmo que em alguns momentos minha mente quisesse sobrepor o jogo, mesmo que muitas das minhas ações tenham perdido o detalhe ou o frescor!
Acho que é isso!
Beijos
Eu e o super Pablo (meu produtor) chegamos bem cedo na escola onde seria a apresentação.
Escola essa que trabalho como profe de teatro e onde iniciei todo meu processo de construção do AMOSTRA GRÁTIS.
Então, me apresentei num local conhecido para conhecidos - meus colegas de trabalho - como parte da programação para os professores no retorno às aulas.
Após essas pequenas considerações, para colocar o leitor a par da situação, segue o relato e análise dos acontecimentos!
Montamos o espaço (cenário, luz - 5 spots - som, etc) e quando eu vi já tínhamos pouco tempo!
Era necessário no mínimo repassar todo o material.
Repassei o material!
Rítmo lento.
Detalhes esquecidos.
Jogo...é algumas vezes consegui entrar no jogo indo além daquilo que eu podia reproduzir! Deu até para encontrar algumas "coisinhas" novas!
Terminada a passada já ouvíamos as pessoas na porta.
Deitei e comecei.
Ui - início difícil...algumas pessoas pareciam acanhadas, outras ressabiadas e, outras tantas, com aqueles olhinhos de "vai Ana"!!!! Me agarrei nessas!!!
Quem viu garante que se divertiu!
O Pablo e a Carmem (minha colega de trabalho e também profe de teatro) que já viram e reviram, disseram que foi um dos melhores experimentos junto ao público.
O que eu senti?
Pois é, senti que foi legal, acho que foi uma boa apresentação (tendo em vista a falta de ensaio), entretanto, todavia e contudo não tive aquele sentimento de INTEIREZA, pelo menos não o tempo todo! (eu sou exigente!)
Sabe aquele sentimento que já falei?
De estar tomada pelo jogo?
Pois é, não senti...Melhor, senti algumas vezes, oscilei entre uma entrega total e momentos de auto-crítica e, por vezes, ficava a espera do riso para validar minhas ações. Escrevendo agora, percebo que foi um "mix-remember" das situações vividas no ano passado, mas numa dimensão menor e com alguns instrumentos para buscar reverter os problemas!
Então em resumo: foi uma boa apresentação, apesar de não estar me sentindo plena, apesar da minha mente policiar algumas ações.
Antes de finalizar este relatu cru e cruel quero poder escrever sobre algo que me ocorreu depois da apresentação, quando comecei a refletir sobre tudo que lembro e que senti.
Durante as férias nunca deixei de me exercitar, fazendo alongamentos e caminhadas para manter a flexibilidade e resistência.
Achei que esse tipo de exercício seria suficiente para me manter em dia fisicamente para o trabalho.
A questão que se impõe é que o trabalho artístico requer uma resistência física que vai além das condições corporais. É preciso manter de fato um trabalho artístico que integra corpo e mente em situações de jogo cênico.
Porque?
O que me ocorre como resposta é o seguinte: quando se está em situação de representação a carga energética não é controlada como num exercício físico aeróbico, de alongamento ou outro. Eu sabia disso, mas não sabia da dimensão para o retorno a cena.
Vou tentar esclarecer melhor! Quando se está em estado de representação, existe uma energia totalmente disponível para aquela ação e que varia de intensidade conforme o jogo.
Não é uma energia que se possa diminuir, no momento da ação cênica, para descansar, porque se está inteiro naquela ação, de forma plena, integrada em todos os níveis - físico, mental, emocional e energético.
Ação e reação nos mais diversos níveis!
É uma energia que não se controla, mas que também, não é descontrolada, no sentido de não poder conter ou expandir quando se quer.
É uma energia que apesar de "descontrolada", é totalmente consciente, respondendo aos mais diferentes estímulos do jogo!
Talvez as palavras controlada e descontrolada não sejam as melhores para descrever a energia do jogo de cena, mas é o que consigo no momento!
Preciso pensar mais sobre isso...
No final da apresentação saí exausta, vazia, dolorida, como se um caminhão tivesse passado sobre mim.
Foi muito além do desgaste físico!
Foi além da repetição com certeza!
E agora percebo que a apresentação de hoje foi plena, no que se refere ao meu estado de disponibilidade e entrega, mesmo que em alguns momentos minha mente quisesse sobrepor o jogo, mesmo que muitas das minhas ações tenham perdido o detalhe ou o frescor!
Acho que é isso!
Beijos
Assinar:
Postagens (Atom)

